Água e Esgoto

O SAAE produz e distribui atualmente uma média de 32.066.000 milhões de litros de água por dia, para mais 24 mil imóveis, atendendo aproximadamente 66.898 pessoas (IBGE 2019). A maior parte, 52%, é captada do Rio Lençóis, com o ponto de captação localizado na própria ETA e que pertence à bacia hidrográfica do Rio Tietê / Jacaré, e a sua qualidade é definida pela Resolução CONAMA 357/2005, do Ministério do Meio Ambiente, e monitorada pelos órgãos ambientais estaduais. Os outros 48% da água produzida, ficam por conta de (15) poços semi artesianos, que pertencem ao aqüífero Guarani e Serra Geral. Destes poços, (11) estão localizados na área urbana, (03) em chácaras e (01) no Distrito de Alfredo Guedes.

 

POÇOS

 

Origem
Localização
Aquífero Perfuração
Profundidade (metros)
Produção Média Diária em Litros
Urbana
Rural

 

P01 - ALMOXARIFADO

 

Rua: José Paulino da Silva nº 143

Guaraní

440

4.545.600

 

 

P02 - NÚCLEO

 

Rua: Américo Nelli s/nº

Guaraní

430

3.468.000

 

 

P03 - ÉDEN

 

Rua: Manoel Amâncio s/nº

Serra Geral

48

272.500

 

 

P04 - FACILPA

 

Rua Lázaro Brígido Dutra, s/n

Guaraní

98

473.000

 

 

P06 - SÃO JUDAS TADEU

 

Rua Santo Inácio, s/n

Serra Geral

151

 

171.440

 

P07 - CORVO BRANCO

 

Travessa São Gerônimo, s/n

Serra Geral

92

 

26.320

 

P08 - TIA EMÍLIA

 

Rua Jurandir Lorençoni, s/n

Serra Geral

84

 

113.310

 

P09 - JARDIM MORUMBI

 

Rua Virgílio Duarte Moreira, s/n

Guarani

100

203.490

 

 

P10 - ALFREDO GUEDES

 

Rua 7 de Setembro, s/n

Serra Geral

76

 

150.500

 

P11 - SAAE

 

Rua XV de Novembro, 1.111

Serra Geral

80

176.000

 

 

P12 - JARDIM ITAMARATY

 

Av. Osaka, s/n

Guarani

375

827.200

 

 

P13 - JARDIM PRINCÍPE

 

Av.  Humberto Pelegrino, s/n

Guarani

350

1.138.500

 

 

P14 - JARDIM DAS NAÇÕES

 

Av. Prefeito Jácomo Nicolau Paccola, s/n

Guarani

400

1.635.000

 

 

P15 - JARDIM UBIRAMA

 

Av. Marechal Dutra, s/n

Guarani

400

1.500.000

 

 

P16 - VILLACITTÀ

 

Rodovia José Benedito Dalben, s/n

Guarani

 

1.200.000

 

               

RESERVATÓRIOS   

 

Para armazenar toda essa água produzida, diariamente, o SAAE conta com 27 (vinte e sete) reservatórios distribuídos em 17 áreas do município, sendo 22 (vinte e dois) em área urbana e 3 (três) em área rural e 2 (dois) em Alfredo Guedes.   

 

 
Número dos Reservatórios
 
Nome dos Reservatórios
Localização dos Reservatórios
Reservação em M³ (metros cúbicos)

 

 

 

Urbana

Rural

 

R01

 

ALMOXARIFADO

Av: 9 de Julho, 1223

1.000.000

 

 

R02

 

ALMOXARIFADO

Av: 9 de Julho, 1223

500.000

 

 

R03

 

UBIRAMA (APAE)

Rua: Vinte e Oito de Abril, s/n

125.000

 

 

R04

 

UBIRAMA I

Av.: Marechal Dutra, s/n

1.100.000

 

 

R05

 

CRUZEIRO

Rua: Pará, s/n

1.600.000

 

 

R06

 

NÚCLEO

Rua: Américo Nelli, s/n

600.000

 

 

R07

 

NÚCLEO

Rua: Américo Nelli, s/n

1.100.000

 

 

R08

 

NÚCLEO (ROTATÓRIA)

Av.: Nações Unidas, s/n

500.000

 

 

R09

 

NAÇÕES (SENAI)

Av: Prefeito Jacomo Nicolau Paccola, s/n

990.000

 

 

R10

 

ITAMARATY

Av.: Osaka, s/n

700.000

 

 

R11

 

PRINCÍPE

Rua: Umberto Pelegrino, s/n

2.600.000

 

 

R12

 

ÉDEN

Rua: Manoel Amâncio

75.000

 

 

R13

 

FACILPA

Rua: Lázaro Brigito Dutra

750.000

 

 

R14

 

CORVO BRANCO

Travessa São Jerônimo

 

38.000

 

R15

 

TIA EMÍLIA (VERGILIO ROCHA)

Rua: Jurandir Lorençoni

 

40.000

 

R16

 

SÃO JUDAS TADEU

Rua: Santo Ignácio

 

40.000

 

R19

 

ALFREDO GUEDES

 

Rua: José Lourenço da Silva, s/n

60.000

 

 

R21

 

SANTA TEREZINHA

 Rua: Regina Rissato Paccola, s/n

485.000

 

 

R22

 

MARIA LUIZA IV

Av: Prefeito Jacomo Nicolau Paccola

450.000

 

 

R23

 

GRAJAÚ

 Rua: Marcilio Minetto, 65

130.000

 

 

R24

 

PLANALTO

 Rua: Angelo Leopoldo Paccola, 993

130.000

 

 

R25

 

ANTÔNIO LOPES

 Rua Florindo Conegial, s/n

100.000

 

 

R26

 

ANTÔNIO LORENZETTI FILHO

 Rua: Armando Firmino Dalben, 356

180.000

 

 

R27

 

UBIRAMA II

Av: Marechal Dutra, 1065

1.000.000

 

 

R28

 

CAJU

Av.: Osaka, s/n           

500.000

 

 

R29

 

VILLACITTÀ

Av: Maracatins, 1250

800.000

 

 

R30

 

ALFREDO GUEDES (COHAB)

Rua Santo Buranelli, 250

100.000

 

 

TRATAMENTO

 

A água por ser um solvente especial, quando em contato com os diversos e diferentes categorias de materiais encontrados na natureza, esta apresenta uma incrível capacidade natural de dissolvê-los. Portanto, mesmo a água doce, presente nos rios, lagos e lençóis subterrâneos, contêm resíduos das substâncias presentes no meio ambiente, tais como sais minerais, partículas em suspensão e micro-organismos, podendo assim não ser potável.

 

Portanto, para garantir que a água fornecida a população seja potável, o SAAE busca, fontes de água de boa qualidade e processo de tratamento adequado para eliminar todos os poluentes e agentes que possam ameaçar a saúde da população.

 

Na Estação de Tratamento de Água (ETA), operada pelo SAAE, a água bruta a ser tratada é captada do Rio Lençóis, através de bombeamento, e conduzida por tubulações até a estação de tratamento. Nessa etapa existem peneiras que evitam a entrada de galhos, folhas e outros materiais sólidos que podem comprometer o processo de tratamento.

 

Para remover as impurezas sólidas, em suspensão, presentes na água, são adicionados alguns produtos químicos. Esses produtos auxiliam na formação de flocos (floculação) das quais facilitam que as impurezas contidas na água se aglomerem, separando-se da água (decantação), processo este que ocorre em grandes tanques chamados decantadores. Em seguida a água passa por filtros de areia e pedras (filtração) e é armazenada em um reservatório onde é adicionado o cloro, para assegurar que a água fique livre de bactérias, e também o flúor para prevenir a formação de cáries nos dentes das crianças.

 

A água retirada dos poços semi artesianos, que auxiliam no abastecimento de vários setores da cidade, recebe tratamento simplificado, somente com adição de cloro e flúor, pelo fato que nos lençóis subterrâneos e aquíferos a própria natureza funciona como um grande filtro.

 

Todas essas etapas de tratamento e o uso controlado de produtos químicos auxiliares servem para eliminar microorganismos que podem causar doenças, retirar impurezas, controlar o aspecto e o gosto, garantindo assim a qualidade da água fornecida pelo SAAE.

 

O nosso objetivo fundamental é manter a qualidade da água em todas as etapas do processo, atendendo os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde, baseados na Organização Mundial da Saúde.

 

QUALIDADE

 

Para garantir a qualidade do líquido produzido e distribuído, e a saúde da população, o SAAE realiza todos os dias análises da água na saída do tratamento e semanalmente na rede de distribuição, onde as amostras são coletadas na unidade fornecedora de água dos imóveis (cavalete de entrada), assegurando assim à qualidade da água produzida e distribuída a população.

 

Em cumprimento ao disposto no Decreto Federal nº 5.440/05, que estabelece normas quanto à divulgação de informações ao consumidor sobre qualidade da água para o consumo humano e em consonância com a Consolidação das Leis nº 5/2017 Anexo XX, que estabelece o padrão de potabilidade da água.

 

Significado dos Parâmetros:


Cloro

O cloro é um agente bactericida. É adicionado durante o tratamento com o objetivo de eliminar bactérias e outros micro-organismos que podem estar presentes na água. Á água entregue ao consumidor deve conter, de acordo com a Consolidação das Leis n.º 5/2017 Anexo XX, uma concentração mínima de 0,20 mg/L (miligramas por litro) de cloro residual e no máximo 2,00 mg/L (miligramas por litro)

 

Turbidez

 

A turbidez é a medição da resistência da água à passagem de luz. É provocada pela presença de material fino (partículas) em suspensão (flutuando/dispersas) na água. A turbidez é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto.

 

De acordo com a Consolidação das Leis n.º 5/2017, na saída do tratamento em 95% dos ensaios a turbidez tem que ser menor ou igua a 0,50 UT(5% menor que 1,00 UT), já na rede de distribuição o Valor Máximo permitido é de 5,00 UT (unidade de turbidez).

 

Cor

 

A cor é uma medida que indica a presença na água de substâncias dissolvidas, ou finamente divididas (material em estado coloidal). Assim como a turbidez, a cor é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto.

 

De acordo com a Consolidação das Leis n.º 5/2017, na saída do tratamento o valor máximo é 5,00 UH e na rede até 15,00UH (unidade de Hazen).

 

pH

 

O pH é uma medida que estabelece a condição ácida ou alcalina de uma água. É um parâmetro de caráter operacional que deve ser acompanhado para otimizar os processos de tratamento e preservar contra corrosão ou entupimentos as tubulações do sistema de distribuição. É um parâmetro que não tem risco sanitário associado diretamente à sua medida.

 

De acordo com a Consolidação das Leis n.º 5/2017, a faixa recomendada de pH na água distribuída é de 6,00 a 9,50.

 

Coliformes

 
É um grupo de bactérias que normalmente vivem no intestino de animais de sangue quente, embora alguns tipos possam ser encontrados também no meio ambiente. É uma análise utilizada como indicadora de possível contaminação microbiológica.

 

Flúor

 

O flúor é um elemento químico adicionado à água de abastecimento, durante o tratamento, devido à sua comprovada eficácia na proteção dos dentes contra a cárie. O teor de flúor na água é definido de acordo com as condições climáticas (temperatura) de cada região, em função do consumo médio diário de água por pessoa. Para o estado de São Paulo, de acordo com a Resolução SS-250, de 15 de agosto de 1995, o teor ideal de flúor é de 0,70 ml/L (miligramas por litro), podendo variar entre 0,60 a 0,80 mg/L. A ausência temporária ou variações de flúor na água de abastecimento não tornam a água imprópria para consumo.

 

CONTROLE DE PERDAS

 

A perda de água por vazamentos nas redes de distribuição é um dos maiores problemas dos serviços de água nas cidades brasileiras. Calcula-se que metade da água tratada que entra nas redes acaba não chegando às torneiras. Para enfrentar esse problema, o SAAE desenvolve um programa de controle de perdas.


O projeto funciona da seguinte maneira: uma equipe vai a campo, munida de equipamentos especiais para detectar se há vazamentos, visita os imóveis dos setores, mede a pressão da água na entrada e na saída da rede. Se detectado vazamento, a rede é consertada.


Outra ação que faz parte do esforço para reduzir a perda de água em vazamentos é a troca das redes antigas fabricadas em ferro e sujeitas à corrosão, por encanamentos de PVC que possuem melhor desempenho e maior vida útil.


Quando se evita perda de água em vazamentos, o SAAE pode abastecer mais pessoas com a mesma quantidade produzida. Com isso, não é necessário perfurar novos poços ou aumentar a captação nos rios. O resultado é economia do dinheiro público e economia de água da natureza.

 

 

Juntamente ao abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário também é um serviço público prestado pelo SAAE, “constituído pelas atividades e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações operacionais necessárias à coleta, ao transporte, ao tratamento e à disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até sua destinação final para produção de água de reúso ou seu lançamento de forma adequada no meio ambiente”, conforme descrição dada pelo novo marco legal do saneamento, a Lei n.º 14.026, de 15 de julho de 2020.

 

O que é esgoto?


As águas residuais das mais diversas atividades são conhecidas como ‘esgotos’. Segundo definição da norma brasileira NBR 9648 (ABNT, 1986) esgoto doméstico é aquele “resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas”, e esgoto industrial aquele “resultante dos processos industriais, respeitados os padrões de lançamento estabelecidos”. Por padrões de lançamento temos, no estado de São Paulo, os descritos no artigo 19 do Decreto n.º 8468, de 8 de setembro de 1976.

Portanto, o esgoto doméstico é gerado a partir da água de abastecimento e sua medida resulta da quantidade de água consumida (Nuvolari et al., 2003).

 

Como tratar os esgotos?

 

Os processos de tratamento de esgotos podem ser dividos em físicos, biológicos e químicos. Os processos físicos são aqueles que removem materiais grosseiros, sólidos sedimentáveis e materiais flutuantes (óleos, graxas, etc.) através de separações físicas, tais como gradeamento, caixas separadoras, sedimentação e flotação. Em geral, são utilizados como tratamento preliminar e/ou como parte dos demais processos (ANA, 2017)

 

Os processos de tratamento biológico usam a atividade microbiana nas águas residuais e são amplamente utilizados no tratamento de esgotos para a remoção da matéria orgânica e de nutrientes, mediante processos aeróbios e anaeróbios. Dentre os mais utilizados estão as lagoas de estabilização, lodos ativados e UASB.

 

O tratamento químico consiste na adição de produtos químicos, como, por exemplo, o sulfato de alumínio, para remoção das partículas coloidais.

 

Tratamento de Esgoto de Lençóis Paulista

 

A Estação de Tratamento de Esgotos — ETE Lençóis Paulista, que trata 100% (cem por cento) do esgoto gerado em nossa cidade, entrou em operação no dia 18 de março de 2013. Possui Licença de Operação da CETESB n.º 7006539, capacidade de tratamento instalada de 397L/s (litros por segundo) com vazão média tratada de 193,79L/s. No ano de 2019 foram tratados 6.111.473 m³ de esgotos. Apresentou carga orgânica afluente média de 4.538 Kg.DBO/dia e efluente 637Kg.DBO/dia, com eficiência média de remoção de 86%.

 

O sistema de tratamento de esgoto de nosso município é composto de interceptores, estações elevarórias intermediárias, dispositivos de transposição (travessia aérea), emissários, estação elevatória final, linha de recalque, lagoas de estabilização, linha de retorno do esgoto tratado e escada de aeração.

 

O tratamento preliminar dos esgotos tem início na estação elevatória de esgotos - EEE - final, onde são removidos os sólidos grosseiros e sedimentáveis, através de gradeamento e desarenadores mecanizados, respectivamente.

 

— Rede de interceptores

 

Redes de interceptores são linhas de tubos dispostos ao longo do Rio Lençóis, Ribeirão da Prata, Ribeirão do Corvo Branco e Ribeirão da Cachoeirinha, que têm a função de impedir que o esgoto coletado seja despejado nos cursos de água sem tratamento.

 

A rede de interceptores do Rio Lençóis tem 4.700 metros de extensão, na bacia do Ribeirão da Prata a linha de interceptores alcança 4.500 metros e Ribeirão Cachoeirinha 3.370 metros, enquanto na bacia do Ribeirão Corvo Branco, o interceptor chega a 750 metros.

 

Nesses interceptores foram utilizados tubos de PVC, PRFV (plástico reforçado com fibras de vidro), em barras de 6 metros, RIB-LOC” (tubos produzidos no canteiro de obras pelo enrolamento helicoidal de uma tira nervurada de PVC) em barras de 20 metros e tubos de concreto em barras de 2,5 metros. Rede de interceptores: Rio Lençóis — 4.700 metros, Ribeirão da Prata — 4.500metros, Ribeirão Cachoeirinha — 3.370metros, Ribeirão Corvo Branco — 750 metros. Total: 13.320 metros.

 

— Estações Elevatórias de Esgotos (intermediárias)

 

Estações elevatórias intermediárias são dispositivos construídos ao longo da rede de interceptores com o objetivo de vencer diferenças de nível entre a rede de coleta de esgoto e a rede de interceptores. Em Lençóis Paulista são necessárias três elevatórias:

 

  1. na Rua XV de novembro, pátio do SAAE, próxima à margem esquerda do Rio Lençóis
  2. no final da Rua São Paulo, Vila Mamedina, junto da Praça de Esportes e Lazer Ézio Frezza, à margem direita do Rio Lençóis;
  3. no final da Rua Martin Afonso, Vila Bacilli, cruzamento com a Rua Pedro Álvares Cabral, à margem direita do Córrego Corvo Branco.

 

— Dispositivos de Transposição

 

Dispositivos de transposição (travessia aérea) são construções compostas de pilares de sustentação e estruturas metálicas (treliças) necessárias para se efetuar a transposição da rede de interceptores ou emissários de uma margem para outra dos cursos d’água.

 

Na implantação de nossa rede de interceptores foram necessários:


Seis dispositivos sobre o Rio Lençóis:

  1. no pátio do SAAE;
  2. no final da Rua Ignácio Anselmo;
  3. no final da Rua Raul Gonçalves de Oliveira;
  4. no final da Rua São Paulo na Praça de Esportes e Lazer Ézio Frezza;
  5. no final da Rua Brás Cubas;
  6. ao lado da FRIGOL.

 

Um sobre o Córrego Corvo Branco

  1. no final da Rua Brás Cubas.

 

Cinco sobre o Córrego da Prata:

  1. próximo à Ponte Agnaldo de Souza;
  2. no final da Rua José Hiran Garrido;
  3. no final da Rua Ciro Fernandes;
  4. sob a ponte João Bernardino Paccola (Av. Orígenes Lessa);
  5. ao lado da Terra Verde John Deere.

 

— Emissário

 

Emissário é uma linha de tubos que recebe os esgotos da rede de interceptores e os conduzem para determinado ponto.

 

O Emissário sobre o Rio Lençóis, que tem 1.700 metros de extensão, recebe, nas proximidades do Jardim Primavera, todo o esgoto não tratado produzido na cidade e o conduz até a ETE Lençóis.

 

— Estação Elevatória de Esgotos (final) e Estação de Tratamento de Esgotos — ETE

A estação elevatória final, parte integrante da ETE Lençóis, é composta por gradeamento, que tem por objetivo separar o material sólido do esgoto, e os desarenadores, para tratamento preliminar dos esgotos, além de poço de sucção para deposição do material líquido e sistema de bombeamento. Aqui, depois da retirada do material sólido, que a rigor não deveria estar na rede de esgoto, o esgoto é bombeado, através da linha de recalque, até as lagoas de tratamento.

 

Esta unidade de pré-tratamento é formada, de maneira sucessiva e retilínea, dos seguintes componentes: sistema de gradeamento mecânico através de raspador rotativo, medidor de vazão (Calha Parshall), caixa de areia com dois canais paralelos para uso alternado quando da limpeza, equipamentos para retirada mecanizada da areia e canal de direcionamento e restituição.


Na ETE Lençóis, localizada à Rodovia Marechal Rondon, km 297 + 300m, sentido oeste, também estão o escritório administrativo, laboratório, casa de máquinas e oficina mecânica (caldeiraria e solda), além de área destinada à educação ambiental.

 

Linha de Recalque

 

A linha de recalque liga a estação elevatória às lagoas de tratamento. Através dela é bombeado todo o esgoto coletado, vencendo um desnível de 90 metros. Esta linha tem 1.800 metros de extensão e foi construída com tubos de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), em barras de 6 metros de comprimento e diâmetro de 500 mm.

 

Lagoas de Tratamento

 

O tratamento adotado é estritamente biológico, por lagoas de estabilização, também conhecido por sistema australiano. É composto por uma série de lagoas, anaeróbia seguida por facultativa. A primeira, que tem 120 metros de comprimento, 70 de largura e profundidade média de 3,5 metros é chamada de lagoa anaeróbia, pois nela os microrganismos vivos presentes no esgoto iniciam a degradação da matéria orgânica na ausência de oxigênio. Na segunda, que tem 650 metros de comprimento, 120 de largura e profundidade de 2,5 metros, ocorrem processos aeróbios na superfície, com a presença de oxigênio, e anaeróbios no fundo, havendo uma zona intermediária chamada facultativa, onde há presença de oxigênio somente nas horas do dia (devido à fotossíntese). Esse sistema amplia as condições naturais de depuração das águas residuais, que serão devolvidas ao Rio Lençóis em condições adequadas, obedecendo parâmetros da legislação específica, de forma a não prejudicar as características originais do rio.

 

Linha de Retorno

 

Após o tratamento das lagoas, o esgoto tratado será devolvido ao Rio Lençóis através de uma linha de tubos de concreto com 850 metros de extensão e diâmetro de 600mm. No trecho final desta linha, a cerca de 30 metros do Rio Lençóis, a escada de aeração amortiza a velocidade da queda para não erodir margem e letiro do corpo receptor, além de auxiliar no processo de oxigenação.

 

Como podemos colaborar?

 

O sistema de tratamento de esgoto de Lençóis Paulista exigir investimentos na ordem de R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais). A maior parte desse valor, cerca de R$ 8.800.000,00 (oito milhões e oitocetos mil reais), portanto 73,33% do valor total, foi bancado pelos cofres municipais (Prefeitura e SAAE). É um investimento muito alto, mas que se justifica pelo extraordinário ganho sanitário e ambiental para nosso município.

 

Como o tratamento dos esgotos domésticos/sanitário é biológico, requer condições específicas (artigo 19A, do Decreto Estadual n.º 8468, de 8 de setembro de 1976) para manutenção dos microrganismos vivos presentes no próprio esgoto e da capacidade de tratamento prevista em projeto. Veja o que você pode fazer para ajudar:

 

NÃO DIRECIONAR ÁGUA DA CHUVA PARA A REDE DE ESGOTOS.

 

A rede de coleta de esgotos não está dimensionada para receber a água da chuva, ela só suporta o volume de esgoto gerado que é bem menor, portanto, podem ocorrer extravasamentos e retorno de esgotos nas residências. Veja ABNT NBR 8160:1999, sistemas prediais de esgoto sanitário — Projeto e execução.

 

Conectar água da chuva no esgoto é proibido por Lei e quem fizer isso está sujeito a multa (Art. 19, Lei n.º 3965, de 25 de junho de 2009).

 

Quando a àgua de chuva adentra o sistema de tratamento, diminui o tempo de detenção hidráulica prevista em projeto e reduz a eficiência do tratamento.

 

NÃO JOGUE OBJETOS SÓLIDOS NA REDE DE ESGOTO

 

Existem mais de 20.000 ligações de esgoto em nossa cidade por isso, por menor que seja o objeto jogado no esgoto, no final pode gerar uma quantidade muito grande, o que, invariavelmente, provoca entupimentos com retorno de esgoto para dentro das residências. Restos de comida, pó de café, preservativos, absorventes higiênicos e outros objetos não devem, em hipótese alguma, ser jogados na rede de esgotos.

 

NÃO JOGUE ÓLEO DE COZINHA, COMBUSTÍVEIS OU PRODUTOS QUÍMICOS NO ESGOTO

 

Esses produtos impedem o tratamento do esgoto, pois matam os microrganismos responsáveis pela estabilização da matéria orgânica do esgoto, tornando infrutífero todo o trabalho realizado e todo o investimento feito.

 

Em caso de dúvida, procure orientação no SAAE.

 

Tratamento de Esgoto de Alfredo Guedes

 

A Estação de Tratamento de Esgotos — ETE Alfredo Guedes trata 100% (cem por cento) do esgoto gerado na área urbana daquele bairro. O tratamento de esgotos se dá através de lodos ativados, modalidade aeração modificada, antecipado por reator anaeróbio de fluxo ascendente (UASB). Em 2019 foram tratados 19.475m³ de esgotos.


Possui Licença de Operação da CETESB n.º 7006464, capacidade de tratamento instalada de 1.16L/s (litros por segundo) com vazão média tratada de 0,62L/s. No último ano apresentou carga orgânica afluente média de 34,5kg.DBO/dia e efluente 1,6kg.DBO/dia, com eficiência média de remoção de 92,5%.

 

Referências

Agência Nacional de Águas (Brasil). Atlas esgotos: despoluição de bacias hidrográficas. ANA – Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Brasília, 2017;

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 9648:1986. Estudo de concepção de sistemas de esgotos sanitário – Procedimento;

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 8160:1999. Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução;

BRASIL, Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020, Novo Marco Legal do Saneamento;

Nuvolari, A., Telles, D.DA, Ribeiro, J.T., Miyashita, N.J., Rodrigues, R.B., Araujo, R. Esgoto Sanitário – Coleta, Transporte, Tratamento e Reúso Agrícola, 1ª ed. São Paulo, 2003;

LENÇÓIS PAULISTA, Lei nº 3965, de 25 de junho de 2009, Complementa as atribuições e prerrogativas do SAAE e dá outras providências;

SÃO PAULO, Decreto nº 8468, de 08 de setembro de 1976, Aprova o Regulamento da Lei n. 997, de 31 de maio de 1976, que dispõe sobre a Prevenção e o Controle da Poluição do Meio Ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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